Até a lei Obama, que obriga todos os cidadãos a terem um plano de saúde, parte das pessoas (em especial jovens e pessoas que não possuem um plano de saúde pela empresa) não possuíam nenhum tipo de seguro saúde.

Patient Protection and Affordable Care Act. O Patient Protection and Affordable Care Act (PPACA ou Lei de Proteção e Cuidado ao Paciente) chamado comumente como Affordable Care Act (ACA) ou “Obamacare”, é uma lei federal dos Estados Unidos sancionada pelo presidente Barack Obama em 23 de março de 2010.

Uma das grandes bandeiras de campanha de Barack Obama foi a reforma do sistema de saúde o “Obamacare”, de forma a tornar os cuidados de saúde mais acessíveis a um maior número de norte-americanos.

Nos Estados Unidos, se a pessoa não possui um plano de saúde e sofre um acidente ou tem alguma doença que demanda muitos procedimentos e tempo no hospital ela tem que pagar os custos médicos à instituição. O que muitas vezes acontecia era, que uma pessoa saudável, que aparentemente não precisasse de plano de saúde e tivesse que usufruir de tratamento médico, recebia contas milionárias e poderia até acabar falindo.

Os custos de saúde dos Estados Unidos não são pagos pelo governo a não ser para cidadãos abaixo da linha da pobreza ou acima de 65 anos. E apenas serviços mais básicos. Em um caso ou outro, a pessoa pode ir até a corte pedir para que o governo arque com os custos. Mas são casos isolados e demoram um tempo ate que o juiz decida.

O Obama Care partiu de um pré suposto bem simples. Se todos os cidadãos pagassem por um plano de saúde básico, todos estariam cobertos e não correriam o risco de gastar uma grande quantidade de dinheiro caso acontecesse alguma emergência.  Para se ter uma ideia, o custo de uma internação em um hospital pode chegar a U$10 mil por dia e um simples braço quebrado a U$4 mil.

Outra questão do OC é que a lei proíbe as seguradoras de recusar segurar um cliente que já tenha uma doença pré-existente, ou que esteja em idade avançada (que tradicionalmente necessitariam de mais procedimentos médicos). Com isso em mente o ObamaCare garante que os custos de todos que não tenham doenças e não utilizem o plano (mas paguem pelo seguro) cubram os custos dos que mais utilizam o mesmo.

A Lei foi votada em 2010 e em 2014 entrou em vigor as novas diretrizes sancionadas pelo presidente Obama.

 

 

A lei exige que todos os cidadãos americanos ou estrangeiros tenham um plano de saúde, sob pena de multa de U$95,00 em 2014 subindo para U$695,00 em 2016.

Essa reforma no sistema de saúde americano gerou muitos debates e em vários momentos o presidente norte-americano foi ridicularizado. Mas com o tempo e com algumas mudanças pontuais, para atender tanto o público quanto as seguradoras, o plano vem funcionando.

Quando contratado um plano de saúde, o cidadão passava por uma série de perguntas e pré-cadastros para saber se seria aprovado ou não. Idosos, mulheres, crianças com problemas congênitos e outras requisições eram medidas e avaliadas e poderiam até não ser seguradas pelos planos pré ObamaCare. Agora todas as seguradoras são obrigadas a fornecer o seguro saúde a todos. Hoje cerca de 150 milhões de habitantes possuem seguro saúde através das empresas que trabalham e no começo de 2014 50 milhões de pessoas viviam sem seguro saúde nenhum. Esse número vem diminuindo e com a nova lei, mais americanos estão garantindo sua saúde através desses seguros individuais.

O governo lançou um portal para que esses americanos não segurados possam buscar empresas de saúde para ter o plano individual. O chamado Market place permite que o cidadão faça uma busca dentre as empresas seguradoras e busquem um seguro que atenda suas necessidades, dentro do seu orçamento.

O site federal Healthcare.gov é usado em 36 estados, enquanto 14 estados criaram seus próprios sites.

Depois de várias tentativas de sabotagem, planos de saúde já vigentes que foram cancelados, críticas, problemas no portal e várias reformas, parece que o Obama Care está ganhando força e se consolidando no país americano.

Para as seguradoras é vantajoso, pois ganham na quantidade e para o cidadão, por mais que seja um gasto extra que pode nunca ser usado é uma garantia de que se algo der errado ele não precisará vender tudo o que possui para pagar uma conta de hospital.